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Celular.

Cada pessoa é cada pessoa. Óbvio, hãn ?
Acontece que se essa pessoa não tiver um celular, ela não é uma pessoa de verdade.
Não tem como ser plenamente feliz sem esse aparelhinho, que com o passar do tempo se torna o nosso real e verdadeiro aliado.
Loucura ? Claro que não.
Deixe o seu na padaria, e faça de tudo para alguém levar. Seu mundo desanda.

Nos momentos de tristeza, ele está com você. As noites frias não são tão frias se ele estiver por perto, cantando pra você, te mostrando como a vida ainda é boa, porque você tem a ele e tem alguns bons amigos que lhe restaram. Falo sério, o celular te ajuda a sair da fossa.
E nos momentos de alegria ? Eu nem comento.
Enfim, o celular torna-se um amigo e companheiro. Mas, ele é de verdade, porque ele não mente, não te machuca com palavras geladas, não te faz chorar. Te faz sim, pronto, mas de saudade. E só.


E o que acaba acontecendo é que você cria meio que um laço de irmandade com ele. Passa a conversar com o celular na rua, só dorme bem se ele estiver bem, cuida dele como se fosse uma pessoa da família...

E quando ele some dá vontade de gritar, de chorar, de ficar deitada e acabar com toda a sua tristeza, bate logo aquele sentimento de Zezé (meu pé de laranja-lima) em você. É estranho.
Um celular não é somente um celular.


Cind Jami (L

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