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Uma chuva de amores. . .

A chuva bate com força na minha janela, como se quisesse me dizer algo, gritar, explodir... Fico sentada na poltrona vendo os clarões lá fora, sentindo cheirinho de terra molhada, pensando no que realmente importa, em como a vida poderia ser, em tudo o que faço, em canções, poemas, retratos.
A chuva me convida a caminhar. Caminhar para dentro, implodir, questionar, escutar e até chorar. É tudo cinza quando se pensa em solidão.
Não há motivos para estar só; Nessa caminhada, perdi a noção da hora e num desses caminhos me vi completamente desolada, cansada, "rodeada", e sozinha. Longe de tudo, longe de mim.
Como é ruim se perder de si mesma?
A medida que a chuva ia caindo e batendo na minha janela, o coração pulsava forte, esperando um alguém, esperando um aconchego, esperando um abraço e enfim, você chegou.
Bateu na porta, todo molhado, trincando os dentes de frio, tão lindo!
Deitou no meu colo, segurou as minhas mãos e prometeu que jamais me deixaria sozinha, com medo, muda...
Estar ao lado teu é como voar sem tirar sequer os pés do chão, é cantar a mesma canção por vinte dias, é se envolver, dançar e caminhar. É não ter medo de viver...
A chuva não parou de cair, nem por um segundo, e eu me senti protegida. Me senti viva. Amada.
Na caminhada interna te encontrei e não quero jamais te perder. Sem você aqui não tem graça, não tem som, não tem  saída. É vazio - É sem vida.
Estou vivendo. Me desliguei de tudo para te escutar e te sentir mais perto...
A chuva molhou meu canteiro e inundou meu coração. Inundou de paz, de sorriso e de emoção... Um sentimento imensurável.
Meu amor não tem explicação, mas é quente e vivo... Consegue sentir?

Cind Jami (L

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