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Estou saindo.


Me deparo com uma imagem distorcida da decepção, da tristeza, da falsidade.
Me vejo novamente presenciando uma peça, nesse teatro.
Novos personagens. Vaias.
As máscaras reluzem na escuridão, e as palavras cortam os meus pulsos e me percebo refém. A meio passo de um enorme precipício. Não há nada que possa impedir.

E as cortinas se fecham, como num ímpeto, me desprendo de mim mesma. Abandono a minha fantasia. Me permito ser real, é a isso que pertenço. Um mundo sem verdade não existe pra mim. Fico cara a cara comigo, no espelho. As horas se paralisam. Meu rosto embaça com as suas atitudes frias, ingratas. Não posso mais ver além do espelho, além de mim.
Sua áurea está no chão. E olhando nos seus olhos, pisoteio-a. Estou enojada com tudo isso.
Esse teatro ainda me causa tremorers, ainda não me curei.


Verdades não vão faltar. Você não vai mudar, eu não vou te cobrar. O tempo passa. Voa.
Estou saindo. A porta vai ficar encostada. Sem despedidas, sem arrependimentos, sem desculpas. Não estou fugindo nem desistindo, estou saindo. Daqui. Apenas.


Cind Jami (L

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