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Estava aqui a me perguntar,

Se existe alguma vida para nós, eu não sei. Repetição, deja vú, é a única coisa que eu sei. (Nada sei)
Vivo a vida ainda pela metade, esperando uma resposta, caminhando contra o vento e sempre a favor do tempo.
O tempo nunca ajuda. É sempre frio e sem graça. Sem cor, sem cheiro, chego a me tornar inerte. Quanto contradição.


Qual a cor da solidão ?


Eu vivo me perdendo pra te encontrar, vivo me jogando sempre em algum lugar. As madrugadas em silêncio, te percebo, distante a olhar, sem piscar, para aquela lua, e essa é a única vantagem da solidão. Saber que você ainda olha na mesma direção que eu.
Me fez voar, sem mesmo precisar saltar. Me fez ver além, sem sair de onde estava.


Esse eterno que nunca chega. Esse eterno sempre com um fim.
A mesma história, os mesmos erros, a mesma desventura de viver. Sem graça.
Devolva tudo, em questões de segundos. E saia.


Me imagino voando, saltando, cantando, na rua, na praia, na fazenda, ou nunca casinha de sapé, que gracinha. Minha vida sendo reeditada, por mim mesma. Sem destino.
Tudo mais fácil.


Uma estrela. Eu achei, sozinha. Sentei próximo dela, e fiquei cantarolando alguma coisa, não me recordo.
A cor da solidão deve ser inexistente. Cinza, talvez.





Cind Jami (L







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